Fapese fortalece atuação estratégica e avança em diálogo com multinacional para novos projetos de pesquisa em petróleo e gás
Com mais de 33 anos de experiência, mais de 120 projetos gerenciados e uma carteira superior a R$ 250 milhões, Fundação reafirma sua expertise na conexão entre universidade, indústria e desenvolvimento tecnológico

A Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese) segue consolidando sua posição como a principal instituição de apoio à gestão de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em Sergipe. Com mais de 33 anos de atuação, mais de 120 projetos gerenciados e uma carteira superior a R$ 250 milhões, a Fundação amplia sua atuação estratégica ao conduzir o diálogo entre a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a SBM Offshore, multinacional holandesa responsável pelo projeto Sergipe Águas Profundas junto à Petrobras. A empresa esteve na Fapese na manhã desta sexta-feira, 31, para conhecer a fundação e os laboratórios de pesquisa instalados no edifício do Núcleo de Petróleo e Gás (Nupeg). Em seguida, os representantes da multinacional se deslocaram, juntamente com a presidente da Fapese, Maíra Bittencourt, para uma reunião com o reitor da UFS, André Maurício.
Reconhecida pela experiência na gestão administrativa, financeira e jurídica de grandes projetos, a Fapese é a instituição responsável por estruturar a cooperação entre a academia e o setor produtivo, oferecendo segurança, agilidade e conformidade para que pesquisas científicas se transformem em soluções voltadas ao desenvolvimento econômico e tecnológico. Nesse processo, a Fundação também atua no mapeamento das competências da universidade, identificando pesquisadores, laboratórios e grupos de pesquisa capazes de atender às demandas apresentadas pela indústria.

Essa expertise já é aplicada em importantes iniciativas voltadas ao setor de petróleo e gás. Atualmente, a Fapese gerencia quatro projetos estratégicos na área, fortalecendo a pesquisa aplicada, a inovação tecnológica, a formação de recursos humanos e a aproximação entre universidades, empresas e instituições públicas. Essa trajetória consolida a Fundação como uma parceira preparada para viabilizar projetos de alta complexidade junto a grandes empresas nacionais e internacionais.
Para a presidente da Fapese, professora Maíra Bittencourt, a aproximação com a SBM Offshore representa o reconhecimento da capacidade técnica construída pela Fundação ao longo de mais de três décadas de atuação.
“A Fapese nasceu para conectar conhecimento e desenvolvimento. Ao longo da nossa história, consolidamos uma estrutura técnica capaz de gerenciar projetos de grande porte, oferecendo toda a segurança administrativa, financeira e jurídica necessária para transformar conhecimento científico em resultados para a sociedade. É essa experiência que nos permite aproximar a universidade das demandas da indústria, construindo parcerias que promovem inovação, desenvolvimento tecnológico, formação de pessoas e geração de oportunidades para Sergipe”, enfatiza.
Durante o encontro, o reitor da Universidade Federal de Sergipe, André Maurício, destacou que a instituição reúne competências reconhecidas nacionalmente na área de petróleo e gás e ressaltou que a atuação da Fapese é determinante para transformar esse potencial em projetos executados em parceria com o setor produtivo.
“A Universidade Federal de Sergipe possui pesquisadores altamente qualificados e uma sólida produção científica na área de petróleo e gás. Nosso compromisso é contribuir com conhecimento, inovação e formação de profissionais para esse novo momento vivido pelo estado. E a Fapese é uma parceira fundamental nesse processo, porque possui a experiência e a estrutura necessárias para fazer essa interlocução com as empresas e viabilizar a execução dos projetos”, reitera o reitor.
Em sua segunda visita a Sergipe desde a assinatura do contrato com a Petrobras, a gerente de Relações Institucionais da SBM Offshore, Deise Monteiro, afirmou que conhecer as competências existentes no estado e na universidade faz parte da estratégia adotada pela empresa em todos os países onde atua.

“Nosso desejo é essa aproximação com a sociedade e com a academia. Queremos entender o que Sergipe e a universidade já possuem, quais são as suas competências e como podemos contribuir. A SBM não chega trazendo tudo pronto; nós queremos conhecer para complementar. Essa é a forma como atuamos em todos os países onde estamos presentes: enxergando as potencialidades locais para construir soluções conjuntas e deixar um legado para a região”, afirma Deise Monteiro.
SBM Offshore
Empresa holandesa com 60 anos de atuação global e há 30 anos no Brasil, a SBM Offshore é uma das maiores fornecedoras de soluções para produção offshore de petróleo e gás no mundo. A companhia é responsável por mais de 15 soluções de desenvolvimento da produção para a Petrobras, opera cerca de 22% da produção offshore brasileira e assinou, há dois meses, o contrato para desenvolver o projeto Sergipe Águas Profundas, cujo primeiro navio-plataforma deverá entrar em operação em 2030.
A professora do departamento de Engenharia e Petróleo da UFS, Rosivânia Paixão, explicou que a universidade dispõe de infraestrutura laboratorial, redes de pesquisa e capacidade técnica para desenvolver soluções específicas de acordo com as necessidades apresentadas pela empresa.
“A UFS possui laboratórios reconhecidos, integra importantes redes de pesquisa e tem condições de desenvolver programas de capacitação voltados às demandas específicas da indústria. Quando uma empresa apresenta uma necessidade, conseguimos construir, em parceria com a Fapese, projetos de pesquisa, cursos de formação e programas de qualificação capazes de entregar profissionais e soluções alinhados ao que o setor precisa”, reforça a professora.
Ao aproximar a excelência acadêmica da UFS das demandas da indústria, a Fapese reafirma seu papel como agente estratégico para o desenvolvimento de Sergipe. Mais do que administrar recursos e projetos, a Fundação cria as condições para que o conhecimento produzido nas universidades seja transformado em inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável, fortalecendo o ambiente de pesquisa e ampliando as oportunidades para o estado e para o país.