Dia Nacional da Saúde: Pesquisas científicas transformam conhecimento em qualidade de vida
No Dia Nacional da Saúde, a Fapese destaca como o apoio à pesquisa fortalece a prevenção, impulsiona a ciência e contribui para a promoção da saúde.

Todo avanço em saúde, antes de chegar à população, começa na pesquisa. Há mais de 150 anos, o médico e sanitarista Oswaldo Cruz mostrou que a ciência é uma das principais ferramentas para enfrentar desafios da saúde pública. Foi por meio da pesquisa e da aplicação desse conhecimento que ele liderou ações para combater e erradicar epidemias como a febre amarela, a peste bubônica e a varíola, que assolavam o Brasil no início do século XX.
Hoje, esse mesmo espírito continua vivo em projetos apoiados e gerenciados pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese), que transformam conhecimento científico em soluções concretas para a população sergipana.
Celebrado no dia 5 de agosto e instituído pela Lei Nº 5.352/1967, o Dia Nacional da Saúde homenageia a trajetória de Oswaldo Cruz e reforça a importância da educação sanitária e da ciência para a promoção da saúde. O tema, que vai muito além da ausência de doenças, significa qualidade de vida, prevenção, acesso ao conhecimento e desenvolvimento de ações capazes de melhorar a vida da população.
Ciência que protege vidas
A vacinação foi uma das maiores aliadas no controle e na erradicação de diversas doenças ao longo da história da saúde pública brasileira. O legado de Oswaldo Cruz permanece na atualidade, pois a imunização continua sendo uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças.
O projeto coordenado pelo Professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ricardo Queiroz Gurgel, desenvolvido em parceria com o Instituto Butantan, segue esse legado. Gerenciado pela Fapese, o ensaio clínico para o desenvolvimento da vacina contra a Dengue em Sergipe representa mais um passo na busca por soluções capazes de fortalecer a prevenção de uma doença que continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil.

Assim como as epidemias enfrentadas por Oswaldo Cruz marcaram uma época, outras doenças continuam sendo um problema de saúde pública, exigindo uma produção de conhecimento científico continua.
É o caso da tuberculose, doença que atinge cerca de 80 mil de pessoas por ano no Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico 2025 do Ministério da Saúde. Para enfrentar essa realidade, o projeto Star4All, administrado pela Fapese e coordenado pelo professor Victor Santana, do Departamento de Medicina da UFS Campus Lagarto, utiliza tecnologias para acelerar e otimizar o rastreio e diagnóstico da doença.

Os resultados da pesquisa já ultrapassaram as fronteiras do Brasil e passaram a contribuir para diretrizes internacionais de combate à doença. Segundo o professor Victor Santana, um dos estudos desenvolvidos no Start4All influenciou a atualização das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o diagnóstico da tuberculose.

Foto: Francielle Nonato
“Por meio do nosso projeto, conseguimos contribuir para a mudança do protocolo internacional de diagnóstico da tuberculose. Em fevereiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde publicou uma nova recomendação para o diagnóstico da doença, e um dos estudos que embasaram essa atualização foi o nosso. No ano passado, também participamos de reuniões com a OMS e outras instituições internacionais que atuam no enfrentamento da tuberculose. Os dados do Start4All, desenvolvido em sete países, demonstraram que a técnica utilizada é viável”, destacou o professor Victor Santana.
Essas iniciativas científicas, associadas às políticas públicas de prevenção, como as campanhas de vacinação e estratégias de rastreamento de doenças, contribuem para reduzir os desafios de saúde pública, diminuir a incidência de enfermidades e melhorar a qualidade de vida da população.
Saúde é qualidade de vida
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades. Esse conceito reforça que o cuidar da saúde vai além do tratamento de doenças e envolve a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida. Segundo a própria OMS, cerca de 80% das mortes ocorridas em países em desenvolvimento, como o Brasil, são causadas por doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e diabetes tipo 2. No âmbito da saúde mental, o cenário é igualmente desafiador. A OMS estima que a depressão será a principal causa de incapacidade no mundo até 2030.
A promoção da saúde é uma estratégia fundamental para capacitar as pessoas a melhorarem sua qualidade de vida e seu bem-estar, prevenindo doenças e promovendo hábitos saudáveis. A Fundação também apoia projetos, como o projeto Movimento e Saber, voltado à promoção de bem-estar e hábitos saudáveis entre pessoas idosas, contribuindo para uma sociedade sergipana mais saudável, ativa e com qualidade de vida.
Ciência que transforma
Mais de um século separa as ações lideradas por Oswaldo Cruz das pesquisas desenvolvidas atualmente, mas o seu legado científico permanece vivo e continua inspirando a missão da Fapese de fortalecer a ciência.
Ao apoiar pesquisadores e projetos de pesquisa e extensão, a Fundação fortalece a produção científica em Sergipe e contribui para que novas descobertas se transformem em inovação, políticas públicas e benefícios concretos para a sociedade.