Qua, 05 de agosto de 2026

Dia Nacional da Saúde: Pesquisas científicas transformam conhecimento em qualidade de vida 

No Dia Nacional da Saúde, a Fapese destaca como o apoio à pesquisa fortalece a prevenção, impulsiona a ciência e contribui para a promoção da saúde. 

Foto: Divulgação Projeto Star4All

Todo avanço em saúde, antes de chegar à população, começa na pesquisa. Há mais de 150 anos, o médico e sanitarista Oswaldo Cruz mostrou que a ciência é uma das principais ferramentas para enfrentar desafios da saúde pública. Foi por meio da pesquisa e da aplicação desse conhecimento que ele liderou ações para combater e erradicar epidemias como a febre amarela, a peste bubônica e a varíola, que assolavam o Brasil no início do século XX. 

Hoje, esse mesmo espírito continua vivo em projetos apoiados e gerenciados pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese), que transformam conhecimento científico em soluções concretas para a população sergipana.

Celebrado no dia 5 de agosto e instituído pela Lei Nº 5.352/1967, o Dia Nacional da Saúde homenageia a trajetória de Oswaldo Cruz e reforça a importância da educação sanitária e da ciência para a promoção da saúde. O tema, que vai muito além da ausência de doenças, significa qualidade de vida, prevenção, acesso ao conhecimento e desenvolvimento de ações capazes de melhorar a vida da população. 

A vacinação foi uma das maiores aliadas no controle e na erradicação de diversas doenças ao longo da história da saúde pública brasileira. O legado de Oswaldo Cruz permanece na atualidade, pois a imunização continua sendo uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças. 

O projeto coordenado pelo Professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ricardo Queiroz Gurgel, desenvolvido em parceria com o Instituto Butantan, segue esse legado. Gerenciado pela Fapese, o ensaio clínico para o desenvolvimento da vacina contra a Dengue em Sergipe representa mais um passo na busca por soluções capazes de fortalecer a prevenção de uma doença que continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. 

Foto: Divulgação UFS

Assim como as epidemias enfrentadas por Oswaldo Cruz marcaram uma época, outras doenças continuam sendo um problema de saúde pública, exigindo uma produção de conhecimento científico continua.  

É o caso da tuberculose, doença que atinge cerca de 80 mil de pessoas por ano no Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico 2025 do Ministério da Saúde. Para enfrentar essa realidade, o projeto Star4All, administrado pela Fapese e coordenado pelo professor Victor Santana, do Departamento de Medicina da UFS Campus Lagarto, utiliza tecnologias para acelerar e otimizar o rastreio e diagnóstico da doença. 

Foto: Divulgação Projeto Star4All

Os resultados da pesquisa já ultrapassaram as fronteiras do Brasil e passaram a contribuir para diretrizes internacionais de combate à doença. Segundo o professor Victor Santana, um dos estudos desenvolvidos no Start4All influenciou a atualização das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o diagnóstico da tuberculose.

Professor Victor Santana, coordenador do projeto Star4All.

Foto: Francielle Nonato

“Por meio do nosso projeto, conseguimos contribuir para a mudança do protocolo internacional de diagnóstico da tuberculose. Em fevereiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde publicou uma nova recomendação para o diagnóstico da doença, e um dos estudos que embasaram essa atualização foi o nosso. No ano passado, também participamos de reuniões com a OMS e outras instituições internacionais que atuam no enfrentamento da tuberculose. Os dados do Start4All, desenvolvido em sete países, demonstraram que a técnica utilizada é viável”, destacou o professor Victor Santana.

Essas iniciativas científicas, associadas às políticas públicas de prevenção, como as campanhas de vacinação e estratégias de rastreamento de doenças, contribuem para reduzir os desafios de saúde pública, diminuir a incidência de enfermidades e melhorar a qualidade de vida da população. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades. Esse conceito reforça que o cuidar da saúde vai além do tratamento de doenças e envolve a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida.  Segundo a própria OMS, cerca de 80% das mortes ocorridas em países em desenvolvimento, como o Brasil, são causadas por doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e diabetes tipo 2. No âmbito da saúde mental, o cenário é igualmente desafiador. A OMS estima que a depressão será a principal causa de incapacidade no mundo até 2030.

A promoção da saúde é uma estratégia fundamental para capacitar as pessoas a melhorarem sua qualidade de vida e seu bem-estar, prevenindo doenças e promovendo hábitos saudáveis. A Fundação também apoia projetos, como o projeto Movimento e Saber, voltado à promoção de bem-estar e hábitos saudáveis entre pessoas idosas, contribuindo para uma sociedade sergipana mais saudável, ativa e com qualidade de vida. 

Mais de um século separa as ações lideradas por Oswaldo Cruz das pesquisas desenvolvidas atualmente, mas o seu legado científico permanece vivo e continua inspirando a missão da Fapese de fortalecer a ciência. 

Ao apoiar pesquisadores e projetos de pesquisa e extensão, a Fundação fortalece a produção científica em Sergipe e contribui para que novas descobertas se transformem em inovação, políticas públicas e benefícios concretos para a sociedade.